Home Data de criação : 08/12/18 Última atualização : 10/02/05 19:02 / 382 Artigos publicados
 

RECESSO NA ÁSIA  escrito em sexta 05 fevereiro 2010 19:02

Amigos,

Na próxima segunda feira embarco para a Ásia, onde passo os próximos  trinta dias. Parto rumo a Tailandia, de onde vou para o Camboja, para depois chegar a China e encerrar o tour aisático em Hong Kong. Por esta razão o blog entrará em recesso neste período. Sempre que puder, colocarei fotos e notícias sobre a viagem aqui no blog. Os post's normais do blog retornam em 10/03. Enquanto isso, deixo aqui minhas expectativas da Ásia:

 

Tailândia: Muita coisa me causa ansiedade pela Tailandia. A cultura budista, o mercado flutuante, os passeios de elefante, mas sem dúvida a chegada em Chiang Rai através de uma balsa de bambu, para ver o "castelo branco" e o triângulo dourado, ponto da tripla fronteira entre Tailandia, Laos e Myanmar gera muita expectativa. Passar pela primeira capital, Ayuthawa e por Sukhotay também serão fantásticas.

 

Camboja: Não poderia ter expectativa maior que os templos de Angkor, um dos finalistas da eleição para as maravilhas do mundo moderno. O mercado antigo de Siem reap e a Pub street, ao lado do jardim real também parece boas pedidas.

 

China: Minha maior expectativa não é a muralha, apesar de estar louco para vê-la de perto. Mas quero mesmo ir até X'ian paa conhecer a tumba do primeiro imperador, com seu impressionante exército de terracota.  Xangai e seus arranha céus, com restaurantes giratórios também me causam ansiedade.

 

Hong Kong: Sem dúvida, o Buda de Lantau. Uma impressionante escultura ao ar livre, gigantesca, simbolizando toda fé budista que domina aquela região.

 

Por ora, é isso...No decorrer da viagem, vou postando mais notícias!!

 

abs

Granado

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100 dias de Merkel em seu segundo mandato na Alemanha  escrito em quinta 04 fevereiro 2010 12:18

Seguindo o roteiro das principais potências políticas da Europa, depois de analisarmos o quadro político na Inlgaterra e na França, chegamos então a Alemanha. Ontem completaram-se os cem primeiros dias de Merkel a frente de seu segundo mandato após vencer as eleições gerais em setembro último. Para quem não acompanhou a eleição aqui no blog, nem as primeiras análises do novo governo, vou fazer um brevíssimo resumo, antes de entrar na análise dos cem dias propriamente dita. Antes das eleições de setembro, a alemanha era governada por uma coalização política insólita, isso para dizer o mínimo. A União Democrática Cristã, Partido de Merkel, e o Partido Social Democrata, Partido opositor, dividiam o poder sob o comando de Merkel, que venceu as eleições, porém sem uma maioria que lhe permitisse formar um governo autônomo, o que resultou na coalizão destes dois partidos no poder, que só pensavam em um excluir o outro do poder nas eleições seguintes, e foi o que Merkel conseguiu fazer. E foi uma vitória nas eleições de setemro categórica, pois o Partido Social Democrata Alemão estava no poder há décadas, e as urnas deram a Merkel a possibilidade de excluí-lo do processo político de poder, para formar uma nova coalizão no poder com o Partido Liberal Alemão, parceiro dos sonhos de Merkel. Contudo, ao que parece, a parceria funcionaria bem só nos sonhos de Merkel. Os primeiros cem dias deste novo governo, que continua sob o comando de Merkel, foram desastrosos, no sentido de que ninguém esperava tanta dificuldade em estabelecer políticas comuns e tantas divergências entre ambos a seem resolvidas. Segundo pesquisa divulgada pelo Institute for Employment Research, apenas 21% e 31% dos entrevistados aprovam o desempenho dos ministros do Partido Liberal na economia e na saúde, respectivamente. Por outro lado, Merkel continua tendo muita confianaça da sociedade alemã. Segunda esta mesma pesquisa, seu desempenho nestes primeiros cem dias é aprovado por 61% dos entrevistados. As divergências entre a CDU e o FDP (siglas em alemão) basicamente encontram-se na condução no corte de impostos sem aumento das despesas governamentais e na estratégia para as tropas alemãs no Afeganistão. Enquanto a CDU quer estabelecer uma meta e prazo específicos para o corte de impostos e permanecendo com as tropas em terras afegãs pelo prazo que se fizer necessário. Já o FDP, defende um corte de impostos progressivo, sem metas e prazos pré determinados, pois a incerteza da economia mundial, dentre elas a alemã, não permite estabelecer com uma precisão como comandar uma política de redução da carga tributária, já que isso depende de uma série de contextos voláteis. Ao contrário, no que tange ao Afeganistão, o FDP defende uma política de retirada imediata, em curto prazo, das tropas alemãs. A beleza da democracia, é que o poder está sempre submetido ao teste das urnas, e, neste caso, não será diferente. No início de maio teremos eleição regional em North Rhine-Westphalia, considerada esta uma das regiões mais significativas da Alemanhã e, um bom resultado nas urnas pode dar aqui a tranquilidade que o novo governo precisa. Mas não vai ser fácil. O descontentzamento com a atuação do Partido Liberal é visível, conforme aponta a pesquisa, mas o trunfo é que Merkel tem a confiança para superar estas crises e colocar a coalizão governista nos trilhos. De outro lado, o Partido Social Democrata está encarando esta eleição regional como a grande possibilidade de se mostrar vivo na política alemã e dar início a retomada de um espaço político perdido. Até lá, o blog estará atento aos passos de ambos os lados, analisando as tendencias e as consequencias do processo político alemão.

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Política na França  escrito em quarta 03 fevereiro 2010 11:58

Ontem analisamos o contexto atual da política na terra da Rainha, e, hoje, vamos atravessar o canal da manhca para ver como está a situação política nas terras francesas. Assim como sua vizinha, a política na França ferve em razão da proximidade das eleições regionais e, se na Inglaterrra as eleições serão só em abril, na França serão de 21 de março, ou seja, cerca de 50 dias para o pleito. Como a eleição é por lista fechada, as listas foram divulgadas no último dia 31/01 e, então, a campanha tomou as ruas. Do lado governistas, o próprio Sarkozy foi a campo para fazer valer sua posição. De todos os seus ministros, oito são cabeças de listas, o que demonstra o quão sério esta eleição está sendo encarada pelo políticos. Na região da Córsega, por exemplo, diante da possibilidade de perda da região, hoje governada pela UMP, Sarkozy foi pessoalmente fazer campanha e lutar pela manutenção da região dentro dos domínio políticos de seu partido, a UMP. Mas, sinceramente, nas ações governistas, não há nada muito interessante para analisar, sendo apenas o movimento natural de quem está no poder e quer mantê-lo. Mais interessante é a análise da oposição. Também com suas listas a postas e de campanha na rua, esta eleição tem um significado especial. Trata-se de um verdadeiro termometro para avaliar a sua real situação para a eleição presidencial de 2012. Com efeito, em pesquisa divulgada esta semana, Dominique Strauss mais uma vez foi apontado como o candidato favorito dos eleitores para disputar a presidencia com Sarkozy, seguido, desta vez de perto, por Martine Aubry, e, depois, bem atrás, Ségolène Royal. Como já tenho dito aqui em análises anteriores, o que a oposição mais precisa é construir um nome competitivo para a eleição, e como não tem esse nome hoje, precisa construí-lo até a eleição. Na minha percepção, construir a candidatura de Aubry pode resultar no mesmo fracasso da candidatura de Royal, já que são candidaturas com as mesmas características, alternando apenas o momento político de uma e de outra. Não entendo que seja viável a construção de uma candidatura sólida e competitiva com o nome de Aubry. Ao revés, o nome de Dominique Strauss surge como uma alternativa interessante. Primeiro, por estar a frente do FMI, implica um distanciamento da política interna francesa, e iso pode ser encarado como um fator positivo, já que pode significar que ele não faz parte do mesmo grupo de políticos que hoje está na França, inclusive dentro do Pasrtido Socialista, a sua candidatura pode representar uma reforma dentro do próprio partido que pode levá-lo a derrotar Sarkozy, mas, para tanto, precisa de um trabalho de construção desta candidatura de longo prazo, e há tempo para isso. A maior dificuldade de Strauss será superar a máquina interna do partido, que trabalha pela candidatura de Aubry. E essa divergência interna na oposição só facilita a reeleição de Sarkozy. Enfim, daqui há 50 dias teremos uma real noção do quadro de forças políticas na França, já projetando as eleições presidenciais de 2012.

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Tony Blair e a política na terra da Rainha  escrito em terça 02 fevereiro 2010 12:01

Amigos, estou de volta ao blog depois de um forte gripe, que me afastou dos post's nos últimos dias, Durante estes tempos, observei com atenção ao interrogatório pelo qual o ex-primeiro ministro britânico foi submetido, para dar explicações sobre a condução no comando da guerra do Iraque, que resultou na queda do regime de Sadam Hussein, porém, ao custo de milhares de vidas de soldados integrantes das tropas britânicas. Sobre o interrogatório propriamente dito, há pouco a analisar, sendo o que ocorreu o que se esperava, Blais apareceu e defendeu suas ações, colocando-as como parte de uma política de Estado, que entendeu, naquele momento, que esta era a mehor forma de agir, uma estratégia inteligente, já que, mesmo que voce discorde de uma política de Estado, não pode condenar ninguiém por isso, salvo nas urnas, e é essa a questão quero analisar aqui. Historicamente, a política na Inglaterra tem sido bipartidária, com os dois partidos se alternando no poder, sendo que, o Partico Conservador (Tories) sempre esteve a frente no poder por períodos muito mais longos que o seu opositor, o Partido Trabalhista (Labour), que sempre que consegue ascender ao poder, lá permanece por um curto período, até que os Tories conseguem voltar ao poder. Assim tem sido ao longo  dos tempos, até que em meados da década de noventa, depois de um reforma partidária que trouxe o partido para o centro e, consequentemente, o levou de volta ao poder e lá está nos últimos treze anos e meio, (dez dos quais sobre a liderança de Blair) o período mais longo do Labour no poder. Mas essa permanencia está seriamente ameaçada. Em abril, teremos eleições e Gordon Brown, que nunca conseguiu ter uma posição muito consolidada no cargo, sofreu duas expressas tentivas de derrubá-lo, está diante de uma situação que pode trazer os tories de volta ao poder. A insatisfação com Brown e o Labour é crescente, e, para tanto, Brown decidiu reunir toda a tropa de elite do Partido, principalmente aqueles responsáveis pela reforma nos anos noventa, para entrarem com tudo na campanha na tentativa de fazer o Labour ter mais um mandato. A contra ofensiva dos tories não poderia ter sido melhor. Conseguiu fazer com que Blair fosse submetido a um interrogatório público, transmitido ao vivo para o mundo todo, sobre um tempo que desagrado a grande maioria dos cidadãos britânicos. Isso certamente, fará reduzir a potêncial influência que Blair poderia fazer na campanha e isso é um duro golpe para a estratégia do Labour. A estratégia do Labour, ao meu ver, deve ser de propoagar a idéia de uma "continuidade sem continuismo", ou seja, manter o Labour no poder, porém, sob uma nova liderança, já que Brown mostra-se cada vez mais frágil políticamente. Para os Tories, a estratégia deve ser a de pura e simples comparação, demonstrando que quando eles estavam no poder, a situação era melhor, e que a insatisfação que aflige os cidadãos pode ser resolvida com a volta deles ao poder. As cartas estão na mesa, até abril, ainda muita coisa estará em jogo.

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O Caso Villepin - Sarkozy  escrito em sexta 29 janeiro 2010 11:31

Depois de uma batalha judicial, o caso Villepin-Sarkozy chega ao seu primeiro resultado judicial. Para quem ainda não teve oportunidade de conhecer o caso mais profundamente, já analisado aqui no blog em outros post's, vou fazer um pequeno resumo. A questão toda se passa na época em que Villepin era o primeiro ministro frances e Sarkozy o ministro do interior. Á época, surgiu a denúncia de alguns políticos franceses teriam conta bancária no exterior e as utilizavam para evitar pagamento de tributos devidos. Nesta lista, que a princípio não constava o  nome de Sarkozy, um matemático, segundo ele próprio, foi forçado a falsificar uma nova lista para fazer incluir o nome de Sarkozy e, assim, acabar com seus planos de ser candidato a presidente. Esta ação teria sido orquestrada por Villepin que, desta forma, sem Sarkozy, passaria a ser o candidato natural a presidencia. Submetida agora a questão a justiça, decidiu-se que Villepin era inocente, contudo, veja-se bem, isso não retira o fato de que o nome de Sarkozy não estava na lista e depois seu nome nela apareceu. Villepin foi absolvido por falta de provas e o caso segue agora para a segunda instância do judiciário francês. Deste imbróglio todo, qual repercussão poderá haver nas eleições legislativas que ocorrem daqui há pouco mais de um mês? Para Sarkozy, que aparece durante todo o caso como vítima, toda esta questão vindo a mídia neste exato momento, a imagem do presidente tende a naturalmente ficar mais simpática junto ao eleitorado, principalmente com o discurso que ele vem adotando para o encontro em Davos (mas isso é assunto para o post de amanhã). Já para a oposição, que permanece dividia como sempre, dificilmente este episódio trará qualquer espécie de benfício, apenas dificultando seu trabalho nas bases eleitorais para as próximas eleições. Para a oposição, a estratégia política é tirar o foco desta eleição do presidente, já que é uma eleição legislativa, e tentar estabelecer um embate direto com os candidatos do governo, e não com o presidente propriamente dito. A campanha da oposição deve-se basear na questão de que seus candidatos ao Legislativo são melhores do que os candidatos do partido do governo, e para isso devem focar a camapnha em questões mais regionais, para assim, tentar construir uma base eleitoral mais sólida no Congresso e desta forma se colocar numa posição mais favorável para as próximas eleições presidenciais em 2012.

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